o que nos inspira

Para uma questão marcada pelo tempo, fomos buscar no caleidoscópio
o conceito que inspira nosso trabalho, nossa forma de pensar e de conceber a longevidade.  

[caleidoscópio]: Objeto precioso. Tubo cilíndrico com fragmentos de vidro colorido e espelhos. Observar diante da luz, girar lentamente: espetáculo mágico. Mandalas coloridas em constante metamorfose. Coreografia de formas surpreendentes. Únicas. Jamais se repetem. Experiência fascinante e rara. Como a própria vida.

Tanto o caleidoscópio como a nossa existência geram imagens e circunstâncias continuamente. São sucessivas (re)construções e (re)estruturações no grande dinamismo que nos envolve.

Estamos vivendo mais e com a possibilidade de pleno desenvolvimento com o passar do tempo. Atravessando as fases da vida, dialogando com o desconhecido, promovendo mudanças. Mas para isso precisamos nos desprender de conceitos cristalizados e permitir a expansão para novas realidades. 

Um caleidoscópio pouco significa sem um agente que o movimente. Parado, nada mais é do que um amontoado de vidros coloridos em uma imagem congelada. Seja ela qual for. 

Somos seres em mudança numa sociedade em mudanças.
Se permanecermos parados nos ideais da juventude, vamos perder as futuras etapas, as belas imagens que podem continuar a ser vistas. Dependendo apenas da atitude decisiva de nos aliarmos ao tempo. Assim, vamos decodificando padrões de beleza além da juventude e encontrando significado em diversos aspectos da vida.

A cada giro, se cria algo novo. A cada instante nos atualizamos com o tempo. Nos modificamos com o tempo. Nos encantamos com o tempo. E começamos de fato a ser com-tempo-raneos.